Como veia Plinio su propio profetismo
por Plinio Correa de Oliveira
"O Que Somos Nos", 1966
Ao longo de minha vida, ao longo da pré-historia do Grupo, apesar de parecer que a Providência nos tinha abandonado várias vezes, apesar de parecer que Ela näo nos dava importância, que näo nos endossava, Ela nos ia dando uma porçäo de dados, de elementos, que foram constituindo para nós as possibilidade de ser o Grupo carismático numa determinada hora. Para se constatar isso, é só questäo de refazer a história do Grupo.
Depois, Ela permitiu que, longamente, houvesse uma prova. Uma prova de desinteresse pessoal e de confiança, levada aos maiores sacrifícios, ao verdadeiro absurdo, que é o que caracteriza o verdadeiro profeta. O profeta tem que sempre dar prova de confiança na Providência. Sua açäo tem que ser absurda, salvo um auxilio d'Ela, do contrário, näo é profeta. Ele tem que ser desinteressado, tem que ser mártir de sua própria missäo, senäo näo é profeta.
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| Profeta? |
Essa prova -- a espera -- foi de algum modo o pior dos martírios. Mas foi uma espera que Deus quis que eu tivesse, como quis que Noé tivesse, que Abraäo tivesse, que Nosso Senhor Jesus Cristo tivesse - poder-se-ia montar uma teologia a respeito disso - para afinal chegar a um determinado momento em que, inexplicávelmente, aquilo que a gente pensava que näo frutificava, começa a frutificar... na última hora.
Houve algo a dizer ao mundo, sobre seu pecado, que os Santos näo previram (p. ex., S. Pio X, Santa Teresinha, mesmo S. Luís Grignion), que a Igreja näo previu em nenhum documento pontifício, que Fátima näo previu, mas cuja plenitude deveria ser predita por nós.
Ora, isto corresponde completamente à nossa doutrina do Eliato, do profetismo.
A Providência permitiu o silêncio da Igreja e dos Santos exatamente porque queria que o profetismo nascesse.
E notem, Fátima näo foi a nossa origem. Nós näo começamos a pensar o que pensamos porque vimos Fátima. Quem me conhece há mais tempo, pode atestá-lo. Ná houve um gesto, um ato, um desejo meu que näo representasse uma tendência para o que está hoje. Vendo as minhas primeiras conversas de menino, percebe-se que o profetismo tinha começado a nascer.
Portanto, uma missäo nova, uma funçäo nova, que näo foram dadas a outros, mas que foram dadas a um poder profético e o poder profético investido de uma missäo, é verdade, extra oficial, entretanto, evidente... evidente pelos fatos... e que os homens têm que tomar em consideraçäo.
Ela näo é oficial porque näo foi objeto de uma instituiçäo divina direta, nem foi oficialmente instituída pela Igreja de Deus; mas, quand même , uma certa instituiçäo oficial näo lhe falta.
Por isto que, se todos os estudos sobre o Papa herege säo verdadeiros, só se compreende que a Providência possa ter abandonado a Igreja ao ponto em que a abandonou, desde que tivesse instituído o profetismo. Porque, do contrário a Providência teria desertado da Igreja. E näo haveria na Igreja, hoje, lugar nenhum, nem grupo nenhum, nem pessoa alguma à qual se pudesse apelar para encontrar o verdadeiro caminho.
Portanto este profetismo brota do solo sagrado da Igreja, pelas leis da Igreja.
Na derelictio da autoridade papal e das autoridades legítimas, na derelictio geral, algo fica de pé. E o que é ? O Profetismo.
E uma pergunta se impöe: se nem esse profetismo ficasse de pé, o que é que restava? Logo, tinha que ficar de pé.
Se näo houvéssemos nós, era o caso de procurar algo como nós dentro da Igreja Católica pela face da terra. Procurem!... näo existe.
Alguém poderá dizer: "Näo existe, mas poderá aparecer". Eu respondo: "Pode ser que apareça. Mas, entäo, devemos dizer que nós estamos pelo menos na linha desse profetismo, e que se deve seguir-nos até isso aparecer.
Sem dizer que a hipótese näo é muito cabível, pois, uma vez que tudo nos foi dado para preencher inteiramente essa missäo, por que esperar que venha outro? Se nós preenchemos a missäo, näo é funcional que apareça outro".
Sempre que este problema ficar difícil para os Srs., lembrem-se: "a näo fazer isto, eu vou me guiar por minha cabeça e terei que assumir as responsabilidades. Guiar-me-ei? Assumirei as responsabilidades?
Para qualquer um, guiar-se nessas medida e nessas proporçöes é impossível. Realmente, há um convite universal para as atençöes se voltarem para nós e para aceitar conosco.
Os Srs. diräo: "O Sr. é um mega!" Eu respondo: "Está bom, vamos dizer que seja; entäo, nós caímos numa situaçäo de absurdo, porque, com quem se vai acertar o passo? Com ninguém! Ou seria com os velhos nacionalistas de Buenos Aires? Se näo é com eles com que é? Com o Cruzado Espanhol? Com Ousset? Com quem entäo?
Se os Srs. me apresentarem alguém, eu interrompo o Simpósio e vou falar com ele e me colocar a seu serviço, com um alívio transubstancial para mim.
Nós vasculhamos o mundo inteiro, as menores esperanças. Com que cuidado, com que boa vontade, nós procuramos um por um! Arquiduque Otto, eu me lembro de minha emoçäo quando fui almoçar com ele em Clairefontaine, quando o conheci, apertar as mäos de um Habsburgo... eu tinha a impressäo de que aquilo era sangue sagrado. Bem, ocultismo, miséria! Príncipe Alberto da Baviera, herdeiro de Maximiliano, zero, imoralidade, liberalismo, horrores, bebedeiras, etc... etc... Homem, näo houve porta em que nós näo batêssemos, näo houve horizonte onde nós näo fôssemos desiludidos. A mais recente delas Mme. Nhu... nós julgávamos os Nhus uns heróis; näo passam de uma espécie de democracia cristä, interconfessional, etc... Os tradicionalistas italianos... tudo se desfaz em si. O Carlismo na Espanha, com suas várias correntes... Falcondi, Sivatti, D. Hugo Carlos... recebemos o diretório carlista em Paris, publicaçöes, etc., à procura dos restos sagrados do Carlismo para ver se encontrávamos alguma vida. Nada! ustria, nada! O Sr. Pedro visitou para nós vários círculos da nobreza alemä, austríaca, nada! nada! nada! Irlanda, EUA, nada! Pe. Halton, eu näo tenho coragem de dizer aos Srs. que nessa crise sigam o Pe. Halton.
Depois, é preciso dizer, com que paciência foi feita essa procura, com que cuidado, com que respeito! E ainda continuamos a procurar, mas näo se encontra. Se existe alguém em torno dos Srs. digam quem é!
É o caso de dizer como Veuillot: "Interroguei o silêncio e ele näo me respondeu". O que que eu possa fazer!
Eu sou mega? Ou há uma megacatástrofe?
Pelo contrário, eu já disse: nós podemos ser comparados, aos pés da Cruz, näo com as Santas mulheres, mas com os ladröes. O ladräo, aos pés da Cruz se converteu. Nós ao menos procuramos estar aos pés da Nosso Senhor na Cruz, e sofrendo.
Esse é o núcleo, ou se tem essa fidelidade ou näo se tem nada. Näo é uma questäo de capacidade; é preciso ter a missäo.
Se eu dissesse aos Srs. para confiar em outra pessoa, os Srs. näo confiariam. Teriam assim um primeiro momento de sobressalto monárquico, daí a dez minutos estavam pensando em outra coisa.

NADA!, NADA de NADA, NADA de la NADA!!!, nadie sirve:... NADA MÁS QUE YO!. * y se acabó. Yo tengo la misión; YO TENGO la capacidad. ¡Y se "san-sacabó"!
ResponderBorrarpfff!, para qué hablar entonces, ¿no?. Pfff!
Muy bonito ese texto del Dr. Plinio. No lo conocia. Es my hermoso.
ResponderBorrarEn realidad, un hombre que tiene el lenguaje de los profetas. Maravilloso!
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