Primera denuncia pública de la Siempreviva

por Giulio Folena, autor del libro "Escravos do Profeta" 

"Quando pertencia à TFP, Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade, em 1967, entrou para uma sociedade secreta existente no seio da entidade e que se intitulava `Sagrada Escravidão`, conhecida também por seus membros como `Sempreviva`. Os membros dessa sociedade se consagravam como escravos a Dr. Plínio Corrêa de Oliveira no mesmo sentido em que S. Luís G. de Montfort recomenda que se faça consagração a Nossa Senhora. 

Meu Senhor vive em mim...
"Para a consagração como escravo ao Dr. Plínio usava-se o mesmo texto de S. Luís para a consagração a Nossa Senhora, com ligeiras adaptações. Fazia-se isso porque se considerava que Dr. Plínio tinha de tal maneira a mentalidade de Nossa Senhora que ele era um só com o Coração Imaculado e Sapiencial de Maria. Os membros da sociedade rezavam diariamente a oração da Sagrada Escravidão composta por Dr. Plínio: 
`Ó Coração Imaculado e Sapiencial de Maria, nesse ambiente de nossos dias em que todos são homens livres, ébrios de liberdade, sei que me fiz vosso escravo para ser como o último dos homens de quem Meu Senhor (Dr. Plínio) pode dispor como mísero objeto sem vontade própria. Nesse ambiente de nossos dias em que tudo fala de naturalismo sei que minha vida é toda sobrenatural. Não sou eu quem vive, mas é Meu Senhor (Dr. Plínio) que vive em mim. Dele me vêm todas as graças, o espírito dele me habita e posso fazer, nessa união de escravo, tudo quanto ele mesmo pode. Nesse ambiente de nossos dias, sem grandeza, sem horizontes, de otimismo e de vidinha, sei que nossa época trará acontecimentos grandiosos, com horizontes grandiosos, dentro dos quais deverei viver como herói a própria grandeza de Meu Senhor. Olhando para dentro de mim mesmo e vendo tanta microlice, sei que a fé em tudo quanto acabo de dizer me dará participação na própria grandeza de Meu Senhor (Dr. Plínio) e fará de mim um perfeito Apóstolo dos Últimos Tempos, segundo a oração profética de S. Luís Maria Grignon de Montfort. Em tudo isto eu creio, mas ó Meu Senhor (Dr. Plínio) ajudai a minha incredulidade'. 
"Rezava-se também uma paródia da Ave-Maria para ele que reunia o profetismo de S. Luís, de santo Elias e dele mesmo:
`Ave Luís Plínio Elias (nome oficial do Dr. Plínio na Sagrada Escravidão), cheio de amor e de ódio, a Ssma. Virgem é convosco, bendito sois vós entre os fiéis, e bendito é o fruto do vosso amor e ódio, a Contra-Revolução. Ó sacral Luís Plínio Elias, pai admirável e catolicíssimo da Contra-Revolução e do Reino de Maria, rogai por nós capengas e pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém`. 
"Rezavam-se terços em conjunto com essa Ave-Maria. As reuniões começavam rezando essa Ave-Maria, a oração da Sagrada Escravidão e as jaculatórias (...) Uma das jaculatórias era `Precursor de Elias, rogai por nós`. Dr. Plínio dava a bênção aos seus escravos. Às vezes eles a recebiam deitados no chão, com o rosto voltado para cima, e então Dr. Plínio punha seu pé direito sobre o rosto deles e dava a bênção dizendo: `Benedictio Mater et Mediatrix descendat super te et maneat semper`. 

"Era costume os escravos do Dr. Plínio se confessarem com ele, contando-lhe faltas e mesmo pecados. Finda a acusação, se o escravo pedisse uma penitência, era costume que o Dr. Plínio desse então três bofetadas no rosto do escravo. A seguir ele dava a bênção. 

"A introdução na `Sempreviva` se fazia por meio de uma cerimônia que durava horas, no 2º andar da rua Alagoas e às vezes em outros locais. Dr. Plínio ficava sentado num troneto com o hábito e manto da ordem terceira do Carmo. Os assistentes usavam o hábito sem capa. A pessoa que ia ser introduzida na sociedade simulava estar morta, prostrada no chão diante de Dr. Plínio. Depois recebia a ordem de se levantar para uma nova vida quando o Dr. Plínio dizia: `Exsurge`. Isto simbolizava que a pessoa havia morrido e havia nascido um novo homem, um escravo do profeta, um apóstolo dos últimos tempos. A pessoa fazia então a consagração como escravo ao Dr. Plínio, entregando-lhe todo seu ser e seus bens materiais e espirituais, por meio da entrega de objetos simbólicos. Desse modo o escravo ficava dele, na qualidade de objeto. Dr. Plínio tinha direito absoluto sobre o escravo como no direito romano, exceto à vida. 

"Daí chamarem-no `Dominus Plinius`. A cerimônia prosseguia pelo ósculo dos pés e das mãos do profeta por parte do escravo. A seguir Dr. Plínio deixava o trono e nele intronizava seu novo escravo pois este era agora um novo Plínio. Dr. Plínio beijava então os pés e as mãos do seu novo escravo. Graças à união transformante que se dava entre eles, um vivia no outro. O escravo era um novo Plínio. Por isto adotava o nome de Plínio, mais o de um padroeiro e um título de Nossa Senhora. Eu, por exemplo, tomei o nome de Plínio Bernardes Dimas Longinos de Nossa Senhora Rainha Sagrada dos Apóstolos dos Últimos Tempos. Eu era conhecido como Plínio Dimas. Não se podia comunicar aos demais membros da TFP a existência da `Sagrada Escravidão`, como é óbvio por se tratar de uma sociedade secreta. (...) 

"Falando de seu poder e de seus escravos Dr. Plínio perguntava: `O que é ser papa em comparação com isto?` Dizia-se entre os escravos que o `Segredo de Maria` de que fala S. Luís de Montfort seria provavelmente a instituição da Sagrada Escravidão. (...) Dr. Plínio passou a ser designado pelo codinome de `Maria`. Por isto escravo de Maria era escravo de Plínio. Era costume que os escravos se ajoelhassem diante de Dr. Plínio pedindo-lhe graças."

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