Las sectas eclesiales dividen a las familias

por Alfonso

Algún lector atento de este blog habrá notado que en un par de artículos se mencionan las iniciales "FMR". Esas iniciales se usaban en el grupo para referirse a la familia de sus miembros. Era la versión abreviada de "Fuente de Mi Revolución".

Esta forma de referirse a la familia era uno de los varios mecanismos usados internamente para crear distancia entre los miembros de la secta y el "mundo" que quedaba atrás. Otro era referirse a cualquier mujer como "fasura", un termino despectivo derivado del personaje bíblico Pashur, un enemigo de Jeremías. 

Eso era porque tanto las familias como las mujeres (sobretodo si se trataba de familias sanas y mujeres decentes) representaban un gran peligro a la perseverancia de los militantes. De hecho, las pocas familias que decidieron ir frontalmente al choque con la TFP, sólo beneficiaban la narrativa que hacía hincapié en la hostilidad del mundo en nuestra contra, y cuanto teníamos que sacrificar para seguir fielmente a la causa. Y, naturalmente, estas familias que se oponían de frente al grupo, perdían contacto con sus hijos de forma permanente, o casi. 

El desprecio y distanciamiento con la familia era más complicado de explicar cuando este se aplicaba en relación a familias que apoyaban nuestra causa, sea colaborando económicamente, ayudando en varias tareas de apoyo logístico, o, sobretodo, dando a sus hijos a la TFP como la mía y la de tantos otros.

Sin embargo, aún estas familias "buenas", no estaban libradas del tratamiento despectivo que se otorgaba a todas las familias (salvo la de Plinio, naturalmente), dentro de la TFP.

En concreto, esta era la forma como se trataba a las familias en la TFP:

1. Lejos de la imagen de un "grupo de laicos", se hacía todo lo posible para reforzar el lado "orden religiosa" de la institución. Se ponía énfasis en historias de santos y hasta en las mismas palabras del Evangelio, que mostrasen como a la familia había que dejarla de lado para poder abrazar más enteramente la causa contra-revolucionaria. No se hacía distinción entre las familias que apoyasen or fuesen contrarias a la causa. Estaban todas en la misma bolsa.

2. Si un miembro de los "éremos" (las casas de la TFP que respondían al mando de Joao Cla, y eran vistas internamente como las más "radicalizadas") visitaba a su familia, al volver esta persona a la casa tenía que dejar de lado su hábito y usar una túnica o capa verde chillón para que todos sepan que esa persona había estado con su familia. Si la visita duraba más de un día, ese era el número de días que duraba el uso de esa ropa, internamente humillante.

Como era frecuente, si alguien acusaba a la TFP de dividir a las familias, la institución adquiría la máscara de la "organización civil con sus estatutos" y negaba de plano tales sugerencias. También se recurría a la simple mentira, diciendo que la expresión FMR era una simple broma, desaprobada por la dirección de la TFP (ver texto abajo).

Abajo un texto de la TFP que trata del tema. Es parte de un libro escrito por la TFP para refutar las acusaciones de un tal J.A. Pedrialli, que narró su experiencia de pasar por la institución. El texto completo del libro de la TFP se puede encontrar en el sitio www.pliniocorreadeoliveira.info.

El subrayado es mio. 

La única inequívoca verdad que se dice es que el número de familias que la TFP ha dividido es ínfimo comparado con los millones de familias del mundo divididas por otros problemas. En eso no puedo estar más de acuerdo!


* * *
Mejor que no hables de la TFP que se pudre todo...

“FMR”: uma expressão despectiva e injuriosa? 

E o que dizer da expressão “FMR” – “fonte de minha revolução”- que, segundo o sr. J.A. Pedrialli, serve para designar despectiva e injuriosamente as famílias dos sócios e cooperadores? 

A Revolução, conforme a já citada obra Revolução e Contra-Revolução, é um movimento nascido no fim da Idade Média, de uma explosão de orgulho e sensualidade, a partir da qual se originou todo o processo de decadência da civilização cristã, que, em etapas sucessivas, através da pseudo-Reforma protestante, da Revolução Francesa e do Comunismo, chegou até nossos dias. 

De tal forma a Revolução, como um todo, penetrou nos mais diversos ambientes, que praticamente não há nenhum campo da vida do homem em que sua influência deletéria não tenha penetrado em grau maior ou menor. Mesmo dentro das sedes da TFP, e no interior das almas de muitos e muitos dentre os melhores sócios e cooperadores da entidade, essa influência se faz notar, como aliás realça em diversas passagens o livro Guerreiros da Virgem (pp. 80-81, 110, 159). 

Só poderia se espantar com isso quem ignorasse o importante papel que desempenham, na História, as osmoses culturais que às vezes se verificam até entre os adversários ideológicos mais categóricos. 

Por exemplo, ao longo das lutas ideológicas, políticas e militares dramáticas e violentas entre a França revolucionária e a Europa monarquista (1789-1815), é fato notório que houve 58 permeações ideológicas de parte a parte. De tal sorte que, depois do Terror, a França foi evoluindo gradualmente para a República do Diretório, o Consulado, a ditadura coroada de Napoleão e, por fim, o regime monárquico não ditatorial dos Bourbons; e, paralelamente, as nações monárquicas foram inalando influências republicanas, as quais determinaram a evolução em todo o Continente das monarquias absolutas para monarquias constitucionais, e destas para repúblicas democráticas. 

Essas transformações de um lado e de outro teriam sido impossíveis sem as permeações culturais que freqüentes vezes se operaram na mente de republicanos e de monarquistas dos mais fogosos. E sem que, nem uns nem outros, advertissem que estavam caminhando rumo ao mal cujo avanço queriam tolher. 

Das influências revolucionárias não estão isentas as famílias, mesmo as melhores e mais entusiasticamente contra revolucionárias. Por outro lado, é normalmente muito grande e muito profunda a influência que as famílias exercem sobre os filhos. Daí o se ter originado o costume de alguns jovens se referirem às próprias famílias como “fonte de minha revolução”, ou, abreviadamente, “FMR”. Queriam com isso se referir ao ponto mais sensível da influência revolucionária que sentiam dentro de si mesmos. 

Convém deixar claro que essa expressão surgiu há já cerca de 15 anos, mais como um gracejo que em determinado momento se tornou habitual entre os jovens da TFP. Mas a direção da TFP mais de uma vez a desaprovou e recomendou que não fosse empregada para se referir às famílias, pois parecia suscetível de interpretações malévolas como a que faz o sr. J.A.P.. 

É o que compreendem os pais que com isenção de ânimo considerem o assunto.



A TFP, fator de divisão das famílias? 



Com tudo isso, não será a TFP, de alguma maneira, um fator de divisão dentro das famílias? 

Precisamente o contrário se dá. Os jovens da TFP sem dúvida se defendem interiormente da influência revolucionária que possam sofrer de suas famílias, mas paralelamente devem evitar querelas e discussões inúteis. Eles não são um fator de desunião na família, salvo nos pontos indispensáveis a sua própria perseverança na boa doutrina e nos bons costumes. E, mesmo nesses casos extremos, procuram sempre se manifestar modelarmente respeitosos em relação a seus pais

Espanta, por sinal, que haja quem se preocupe tanto com a imaginária divisão das famílias, que faria a TFP. 

Admita-se, só para argumentar, a hipótese absurda de que a TFP realmente dividisse as famílias de seus sócios e cooperadores. 

Quantas são essas famílias? Pouco mais de mil. Seria uma quantidade minúscula, se se considerarem os milhões de família atingidas pelos incontáveis fatores de divisão e de desagregação dos dias de hoje, e que em conseqüência desses fatores acabam sendo tragicamente cindidas. 

Entres esses fatores ocupa papel de não pequeno destaque a televisão imoral. A TV Globo, por exemplo, com sua imoralidade pública e notória. Precisamente a emissora que em 1978 moveu uma estrepitosa e acirrada campanha contra a TFP, acusando-a, entre outras coisas, de dividir as famílias...

Comentarios

  1. "Convém deixar claro que essa expressão surgiu há já cerca de 15 anos, mais como um gracejo que em determinado momento se tornou habitual entre os jovens da TFP. Mas a direção da TFP mais de uma vez a desaprovou e recomendou que não fosse empregada para se referir às famílias".

    Como um senhor que se diz "católico" pode escrever isso num livro "refutação"?

    Essa expressão ainda é de uso nos Arautos. Vergonha! É o que deve ser dito.

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  2. kkkkk, eu entrei no "grupo" em 1984 e a expressão FMR era recorrente. Ouvi o João Clá usar essa expressão centenas de vezes, e vem me falar que apareceu a 15 anos atrás?! a vá ...

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  3. Me tomo el atrevimiento de hacer una sugerencia... Hacer un glosario de la jerga de la TFP/los HE. Uno de los que nunca terminé de entender era el de "ploc-ploc" (Horrendo pecado del que fui acusada en su momento *ironía*).

    Otra cosa... ¿No podrían los diferentes anónimos elegirse un nombre de uso? Uno común, o de un personaje ficticio...

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    1. Me acuerdo haber escuchado el término en alguna grabación o texto de Plinio con el sentido de "excesivamente erudito o técnico". Para expresar la misma idea se solía decir también "caneca masada", aunque primigeniamente quería decir algo distinto: refiere a la historia de teólogo visitado por PCO y JCD. que hablaba de la belleza y "pulchrum", pero que tomaba té o café directamente de una tetera abollada (caneca masada).

      Cuando yo estaba en HE fueron prohibiendo el uso de FMR, efemerrosa, etc.

      Así al azar me asalta una pregunta. Se inentivaba mucho a que la gente coleccionara fotos (adivinen de quién) al punto que había gente que hacía de eso un deporte. Pero también, de vez en cuando, se dedicaban a recogerlas de vuelta. Nunca me quedó muy claro el porqué.

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    2. Gracias.

      ¿Quizá porque podría haber alguna clase de visita o inspección? recuerdo que en una de las sedes en las que estuve de visita una vez en São Paulo, Santa Teresinha/Betânia, había un cuadro, más grande que tamaño natural, de "Papito" (una foto bastante vieja, en que está de "hábito", con una capa azul por encima, y encaramado en una escalera de hierro) en la pared arriba del arcón de la "pobreza". Recuerdo que un día "desapareció" junto con otros del estilo para reaparecer de nuevo como si nada al día siguiente.

      Es sorprendente cómo uno se tragaba aquello de "Esto está bien, es que desde afuera no se entendería".

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  4. PS: confirmo que el término se seguía utilizando mientras estuve en ese ambiente (2008-2010 aprox.)

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  5. Bem, sobre esse assunto "FMR" há muita coisa que contar:
    Deixo aqui, tão somente alguns casos que tomei conhecimento:
    - Um jovem que não pode ir no velório e enterro de sua avó paterna, pois o encarregado "achou que não era o caso" do jovem se encontrar com toda a família. Quando este, por fim, chegou no cemitério, a avó já estava enterrada e praticamente todos já haviam ido embora.
    - Um eremita que não foi autorizado a ir no casamento civil de seu irmão.
    - Lembro também que no meu período de "formação", no ano de 1991, eu participei, juntamente com outras 25 pessoas de uma reunião intitulada "FMR - Fonte de Minha Revolução". Nessa reunião, o expositor usava muitas vezes de modo pejorativo as palavras "papaizinho", "mamãezinha", "vovózinha", etc.

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  6. Este artículo es uno de los más acertados que se publica en este blog. La familia se constituía en el mayor enemigo de los Heraldos, obviamente siempre manejado con cierta hipocresía si es que la “FMR” era de buena familia o aportarte (como es mi caso). Era interesante como era mal visto tener cariño a su familia y uno siempre tenía que estar en lucha con ellos, por tal motivo aquellos miembros que no se llevaban bien con sus familias eran vistos casi como héroes y eran ejemplo para muchos. Un caso raro siendo que la iglesia promueve siempre la unión de las familias, pero era mucho más fácil realizar el adoctrinamiento cuando uno no tenia oposición.

    Tenía 15 años cuando mis padres se dieron cuenta que los HE no me hacían nada bien y decidieron cortarme todo permiso, como era de suponer me puse en contacto con el encargado de la sede (una persona de 45-50 años) la cual monto todo un operativo de rescate porque estaba en juego mi “salvación”. Llegado el día en que me habían dicho que me iban a ir a “rescatar” llegaron a mi casa, yo escuchaba todo desde un cuarto contiguo, fue una discusión que en su momento me pareció era lógica, pero analizando todo esto casi 20 años después me doy cuenta que yo y ellos (los HE) estábamos locos. Mi padre defendía su posición diciendo que era su hijo, que él quería lo mejor para mí y los HE se defendían y argumentando con textos y artículos que no me convenía estar en mi casa y como muchos santos yo tenía que luchar contra mi familia y seguir mi vocación. Yo ilusamente pensé que era la batalla final para poder librarme de mi “FMR” para siempre, gracias a Dios no fue así y mi padre se contuvo para no echarlos a patadas. Para resumir la historia, mis padres siguieron con la prohibición y yo entable una guerra de silencio en la cual no hablaba con mis padres (que desgraciado que fui) y por tal motivo cedieron y me dejaron volver.

    Por tanto creo que el texto que quiere hacer ver que la frase “FMR” simplemente “surgiu há já cerca de 15 anos, mais como um gracejo que em determinado momento se tornou habitual entre os jovens da TFP” es una completa mentira, es un término instaurado por los mismas cabezas de la institución y la guerra contra la familia (obviamente menos la de los fundadores, como si se tratase de NSJC y NS) es constante y existen textos de toda clase que apoyan estas prácticas.

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  7. Muy de acuerdo con el comentario de Diego. En específico en los Heraldos del Evangelio de Colombia, solo no ibas a visitar a tu "FMR" si tu familia era de Terciarios cooperadores, o si daban generosos donativos, si vivian en un sector acomodado de la ciudad o si colaboraban con las actividades de la Sede. De lo contrario, como en mi caso, siempre que ibas a saludarlos te recibian como si hubieras vuelto de algun sitio de mala muerte. Hay que anotar que, tarde o temprano, si tu familia no cumplia con los requisitos anteriormente dados (posicion social, economica, colaboracion con la comunidad) de una manera u otra ibas a salir del Grupo.

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  8. Desde que empecé a observar este tipo de actitudes me fui dando cuenta poco a poco de las incongruencias básicas, de raíz, que existían en un grupo cuya razón de ser era la defensa de la Tradición, la Familia y la Propiedad. Bien es cierto que el concepto de Familia que se defiende era muy diferente de la familia típica moderna.

    No obstante, el trato del grupo hacia mi familia fue siempre correcto, quizá porque yo era un miembro del grupo "mediopensionista", es decir, vivía en mi casa, estudiaba en la universidad pero colaboraba con el grupo los fines de semana y en campañas; en cualquier caso, no puedo sino agradecer que varios miembros asistieran al entierro de mi padre (que no era ningún pez gordo, que conste); estuvieron presentes no a título personal, sino como representantes oficiales del grupo. Rezaron ante su tumba, con su capa, y nos consolaron a mi madre, a mi hermana y a mí. Fue un gesto que guardo con cariño en mi memoria y en mi corazón. Por ello no puedo sentir sino tristeza cuando leo testimonios como estos; si el grupo y sus cabezas pensantes hubieran promovido actuar en todo momento como actuaron en mi caso, otro gallo hubiera cantado.

    El mejor apostolado es el ejemplo, y si se dice que actúa en defensa de la familia, la primera familia que hay que defender es la de los propios miembros (a menos que sea un entorno de delincuentes en cuyo caso entendería el "rescate"). Es más, en un grupo con esa orientación o esos principios, por simple lógica, se debería fomentar el contacto del miembro del grupo con su familia para hacer apostolado con ella.

    Rafael

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