El impacto del colegio en la vida de Plinio
Introducción: Plinio Correa de Oliveira cuenta como sus experiencias escolares moldearon su personalidad y su futuro. Palabras reproducidas en el compendio "O Que Somos Nos", un trabajo de circulación interna explicando la vocación de la TFP y su fundador.
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| Lejos de la "molecagem" |
Eu nasci da conjunção de duas famílias semi-contra-revolucionárias, trazendo, tanto da parte de meu pai como de minha mãe, uma herança católica geral, mas um pouco mais fervorosa e mais séria do que o comum, e uma herança monárquico-liberal, mas liberal mesmo, sem nada de ultramontano.
Eu formei meu espírito nesse ambiente e entrei muito cedo no colégio, onde tive o contato com o mundo moderno. Embora fosse muito menino ainda, com 10 anos de idade, eu tive um choque enorme no contato com esse mundo, porque eu percebi a diferença que havia entre o espírito de minha família e o espírito que dominava os meus colegas do colégio, que eram de famílias mais avançadas no processo revolucionário.
E esses meninos, como filhos dessas famílias, eram mais avançados ainda que os pais. De maneira que, entre eles e eu havia, por um fenômeno de gerações, uma defasagem de uma geração inteira. Daí o meu choque com eles ser muito brusco.
S. Tomás diz que todo ser de natureza intermediária, visto de um extremo, se parece com o outro. Por exemplo, olhando um mulato o preto o acha branco, e o branco o acha negro. É natural. E isto se deu comigo. Minha família, que era intermediária e ideologicamente mulata, vista do Colégio, parecia um prodígio de ordem, de compostura, de distinção, de boas maneira, de seriedade, de decência, de religião.
Então, vi nela uma série de valores de que ela era portadora sem ter consciência disso, e fui, aos poucos, com reflexão, etc., etc., cristalizando uma oposição ao ambiente do colégio.
Cada um nasce de um jeito. Eu nasci e sou muito cerimonioso, por natureza. Detesto intimidades triviais, brincadeiras, etc. A coisas desse gênero, meu temperamento tem horror. Sou profundamente cerimonioso, por natureza.
Depois, minha mãe, muito doente, entregou grande parte de minha educação a uma fraulein alemã da Baviera, que me abriu as portas [da imaginação para] a Corte europeia. Meu natural, muito ávido e apto a isso, penetrou nesse inteiramente palácio .
De repente, chego ao colégio... são aqueles meninos americanizados, malandros, acanalhados, etc., etc. E me chamava muito a atenção que, os de maneiras mais vulgares, eram também os mais porcos.
E formou-se bem, no meu espírito, que a impureza era uma forma de trivialidade e de malandragem.
Então, impureza, impiedade, malandragem e trivialidade passaram a ser aspectos de um mesmo estado de abjeção, de desordem, de sordície, que me repugnava inteiramente e com o qual eu entrei em luta.
Pelas tantas, aconteceu que caiu sobre minha cabeça isso assim: logo no meu primeiro ano de colégio um tio meu morreu. E, por ter o mesmo sobrenome, não sei... Os padres chegaram na aula e disseram para cada turma: "Morreu um grande inimigo da Igreja, Fulano de tal". Naturalmente corria o zum-zum, caçoadas, etc., etc... E eu, querendo dominar a onda com uma atitude violenta...
A coisa foi tão longe que até os moleques da rua me agrediram. Como um menino é capaz de fazer, eu endureci tremendamente minha posição contra tudo isso que se me apresentava como a boca do inferno.
Na época, no recreio, discutia-se um pouco o assunto molecagem-não-molecagem. Os alunos mais moleques eram os mais porcos, os mais vulgares, os mais sem fé. Na minha cabeça de menino se apresentava a alternativa: minha família é o lugar da ordem, é a "Cidade de Deus" (depois eu verifiquei como isto era falso!!!), onde havia a Fé Católica.
Minha mãe -- uma pessoa que venero profundamente mas que era liberal -- antes de nós aprendermos a falar papai e mamãe, ensinou-nos a mostrar onde estava a imagem do Coração de Jesus.
Então, minha casa era "o lugar da religião, da fé, da não-molecagem, da pureza" (porque as porcarias que eles faziam não contavam diante de mim, de maneira que pensava que não as havia), e era o lugar "das boas maneiras, da boa educação". Em casa havia muita cultura francesa, falava-se o francês, o que dava um certo tonus francês ao ambiente da casa.
Pelo contrário, no colégio, tudo aquilo me parecia uma espécie de "Cidade do demônio", porque eram moleques, porcos, vulgares e sem fé. Eram o mundo moderno.
Não sei se os Srs. estão vendo um rudimento da R-CR nesses nexos de quantidade afins entre si, e irrevogavelmente contrárias umas às outras numa luta que domina a vida.
Antes mesmo de começar a tomar o hábito da leitura, eu fazia longas divagações, muito longas. Depois comecei a ler livros de política internacional, de história, etc., para compreender o que é que estes valores tinham de comum, de um lado e doutro, para explicar-me a mim mesmo o fundo daquilo que era o "meu caso", mas que eu percebia que era o caso do mundo .
De onde eu perceber a traição de minha família aos ideais que ela parecia ter.
Tirando mamãe, e assim mesmo descontando nela o aspecto liberal, eu perdi a fé na minha família.
Mas restava-me a verdadeira Cidade de Deus, a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, minha Mãe verdadeira.
Porque eu tinha começado a prestar atenção e a entender que a Religião Católica era não só a doutrina que justificava as verdades que eu queria defender, mas era a fonte de energia e de vida segundo a qual se tinha esse espírito. E passei a transferir para a Religião Católica todo o meu amor, toda a minha confiança, todo o meu entusiasmo, centralizando tudo isso no clero.
Então, uma veneração pelos sacerdotes, pelos bispos. Pelo Santo Padre, nem se fala, uma veneração, não sei, indizível, verdadeiramente inexprimível. Posteriormente, eu percebi também a defecção neste campo.
Então, o que que restou? Restou a Santa Igreja Católica Apostólica Romana, minha Mãe verdadeira, traída, abandonada, perseguida. Minha Mãe! Eu preferia cair morto aqui a deixar de crer de leve que só Ela é minha Mãe adorável! Mas o clero, na quase totalidade de seus membros...
Ao longo desse trabalho ideológico nasceu a RCR e a TFP, pois suas ideias se transferiram aos discípulos. Ao longo deste trabalho de destilação ideológica, nasceu a R-CR, os nossos livros. E, para abreviar, o Movimento.

Como as descrições de Doutor Plínio sempre tem um fim, no seu bojo, por vezes, existem contradições, porque torcendo os fatos ele procura definir aquele fim que tinha projetado no início.
ResponderBorrarNão discordo que o menino Plínio tenha estranhado o ambiente escolar. Isso pode ter acontecido. Mas o ambiente daquela época, em colégio da elite, não havia ainda a influência americana. Os fatos relatos devem ser de 1917, 1918, 1919, por aí. E nesta época Hollywood não tinha a menor influência. É certo que o Brasil sofria na época profunda influência européia, e não americana. Tal fenômeno somente ocorreu efetivamente a partir da década de 30.
De outra feita, também não é viável a alegação que somente ele (e a família) tinha um certo espírito anti-revolucionário. Ora, naquela época a sociedade brasileira era bem conservadora. Qualquer livro sociológico ou histórico assim retrata.
Mas se não existiam verdadeiros católicos em seu meio como é que ele sofreu perseguição porque o seu tio foi considerado anti-católico?
Não quero dizer que os fatos relatados são inverdades, mas a mim fica claro que pretendendo justificar seu espírito contra-revolucionário desde novo, acaba torcendo os fatos até que este objetivo fique afinal delineado.
Dr. Plinio não fala de Hollywood, portanto não há nenhuma contradição em seus comentários. Dr. Plinio fala de americanização. E a influencia do espírito americano existia sim em 1917. Por outro lado, ele fala que um intermediário visto do outro extremo apresenta-se como o outro extremo. Ele não disse que sua familia era em absoluto contra-revolucionária, mas que se apresentava a ele como contra-revolucionária. Ele não diz em nenhum momento que "somente ele (e a família) tinha (sic! devia ser tinham) um certo espírito anti-revolucionário" como o anônimo afirma, mas pelo contrário que os meninos do colégio "eram de famílias MAIS AVANÇADAS no processo revolucionário" que sua família. O anônimo, em seu afã de criticar Dr. Plinio não presta atenção nem no sentido do texto e nem nas sutilezas do mesmo. O texto do anônimo é de uma desonestidade intelectual notável, pois vai contra o afirmado no próprio texto do Dr. Plinio. Por outro lado, que Dr. Plinio tivesse um tio contrário à igreja e que fosse hostilizado pelos meninos, muitos deles imorais e porcos, por causa de um comentário de um sacerdote, isso não transforma ipso facto os meninos em "verdadeiros católicos" como quer o anônimo. Por favor, menos ódio e mais objetividade nos comentários. Este blog está se revelando muito parcial, pois censura comentários equilibrados e dá guarida a comentários sistematica e malevolamente contrários a Dr. Plinio.
ResponderBorrarAnónimo pliniano... nadie censura por tener posiciones pro-Plinio. Pero si vamos a hablar de desonestidad intelectual... es frecuente entre gente como vos también. Pensá que lo que vos calificás como "comentarios equilibrados"... tal vez no lo sean... Cheers!
BorrarMuito bem redigido garoto dos arautos, aprendeu bem as lições do curso de férias... mas se você é um menino arauto como é que vc está escrevendo nesse blog? Você tem autorização para navegar na internet? rsrsrsrsrs
BorrarCaro Anônimo pliniano. Você deve saber que no período da infância de Doutor Plínio o primeiro ministro da França, Georges Clemeanceau, em visita a São Paulo, afirmou que estando nesta cidade tinha a sensação de estar em Paris. Também deve saber que empresas inglesas dominavam setores essenciais da economia no Brasil, como a Light, ou São Paulo Railway. Também deve conhecer que se dizia neste período que o Rio de Janeiro era a Paris tropical, tal a sua influência européia, facilmente verificável em fotos da época, onde se destacava, entre outras, a bonita Praça Paris de então.
ResponderBorrarCertamente sabe da forte influência da Belle Èpoque naquele período, pelos constantes comentários de Doutor Plínio a respeito desta época tão querida por ele.
Existem centenas de evidências que apontam que o Brasil sofria forte influência da Europa, e muito pouco, então, dos Estados Unidos.
O grande impulso para conversão deste "status quo" foi com Hollywood, indiscutivelmente um meio eficaz de americanização do Brasil, posição, aliás, sustentada pelo próprio Doutor Plínio.
Sr. Anônimo, leia a biografia do Doutor Plínio, escrita por Roberto de Mattei, mais precisamente o item 3 do capítulo 1, intitulado exatamente de SÃO PAULO, ILHA EUROPÉIA NO CONTINENTE AMERICANO (in Cruzado do Século XX, pág. 30), e se certificará que São Paulo era uma cidade de forte influência européia, e não americana, fenômeno que ocorreu anos depois.
Portanto, meus comentários estão pautados em realidade, e não em ódio como o procura injustamente ver o nosso Anônimo.E pautado em evidências, inclusive literária, não existindo qualquer desonestidade intelectual.
Repito. O texto atribuído ao Doutor Plínio não revela a verdade de então. A CIDADE DE SÃO PAULO NA ÉPOCA NÃO ERA INFLUENCIADA PELA CULTURA AMERICANA.
De outra feita, eu não disse que os meninos citados fossem todos bons, MAS É EVIDENTE QUE HAVIA ENTRE ELES BONS MENINOS. Não quer o senhor ver que somente o Doutor Plínio era o bom. A propósito, e sem querer ferir a suscetibilidade do meu oponente, embora destacando a latente inocência do Doutor Plínio na foto que ilustra o post, digo que vi outras fotos dele com um pouco mais de idade, provavelmente no Colégio São Luiz, junto com os colegas, e percebí que existem garotos que revelavam "boa cara", não tendo nada de americanizado. A bem da verdade, e não questionando a sua inocência, é exatamente o Doutor Plínio que parece ser o mais levado, descabelado e desalinhado (e já demonstrava ser muito inteligente).
A efectos puramente anecdóticos, lo mismo se puede decir de Buenos Aires en aquel entonces. La alta sociedad de la época miraba a París y Londres, o hasta Berlín, como los centros culturales del mundo. La influencia norteamericana era prácticamente inexistente hasta mucho más tarde.
BorrarRespondo ao anônimo. Como você bem diz, "O grande impulso para conversão deste "status quo" [influência européia em São Paulo] foi com Hollywood". Antes desse grande impulso, havia um impulso não tão grande, que se intensificou a partir da primeira Guerra Mundial. Não sei qual é a idade do anônimo, mas se for jovem -- ao que parece --, seu conhecimento da realidade social de São Paulo do início do século XX só pode ser livresca. Ele provavelmente desconhece o capítulo das histórias em quadrinhos, que começaram a ser publicadas no Brasil na primeira década do século XX, como por exemplo a revista Tico-Tico (1905), ou “Jornal das Crianças”, publicado todas as quarta-feiras, em formato inspirado pela revista francesa, “La Semaine de Suzette”. Suzette se transformou em Felismina, Becassine em Chiquita... Mas o personagem de maior sucesso foi o Chiquinho, já em 1905, que transudava espírito americano a ponto de ser tomado por muitos como sendo decalcado do Buster Brown, criado pelo americano Richard F. Outcault. E essa revista Tico-Tico era comprada a partir de 1905 pelas famílias de São Paulo e do Rio para que os seu filhos a lessem e sorvessem o espírito americano nela contido. Os personagens nela retratados foram testemunhas – e instrumentos – de um Brasil em transição, já durante a primeira Guerra, quando se começou a operar a troca da influência cultural francesa pela norte-americana. Muitos dos companheiros de classe de Dr. Plinio liam essa revista...
BorrarUm pouco de história para diminuir a birra anti-Plinio do anônimo.
¿"Birra antipliniana"? No seas ridículo... Y decir que una revista en quadrinhos es prueba de la influencia norteamericana en la sociedad es como decir que el anime japonés es prueba de que la cultura nipónica influencia la nuestra.
BorrarLos recuerdos de Plinio sobre su vida escolar efectivamente muestran una tendencia a revisar la propia historia para explicar el presente. Es algo muy humano, y creo que todos lo hacemos en una u otra medida.
Opinar sobre esto no es prueba de "birra anti Plinio".
El problema es que los que, como vos, no saben hablar sobre Plinio en cualquier forma que no sea alabanzas hiperbólicas, interpretan cualquier comentario que no lo sea como un ataque.
Afonso, quem não viveu nessa época não pode imaginar o papel da revista. Era grande, de verdade. Chegou a ter uma tiragem de 100.000 exemplares. Não havia TV e era um dos grandes entretenimentos da juventude. Você que é inteligente não pode negar isso a não ser por falta de conecimento. Há teses universitárias a respeito do papel dessa revista na modelagem das novas gerações de então. Você é muito loquaz, mas sem conhecimento profundo dessa matéria. Por outro lado, o cinema norte-americano, referido pela metonímea de Hollywood teve uma enorme influência mundial já no início do século XX. O “Classical Hollywood Cinema” tem início em 1917, após a primeira guerra mundial e sua hegemonia se estende a todo o mundo. Já em 1911, empresários norte-americanos visitaram o Rio de Janeiro para sondar o mercado cinematográfico brasileiro, e logo abriram o Cinema Avenida (1913) para exibir exclusivamente filmes da Vitagraph. Com a Primeira Guerra Mundial, a produção europeia se enfraquece, e os EUA passam a dominar o mercado mundial. Por volta de 1920 era grande a influência dos filmes americanos no Brasil, embora se tornasse avassaladora a partir de 1930. Não dá para re-escrever a história. O Dr. Plinio viveu nessa época em que a cultura americana estava despontando com vigor. Não era ainda a dos anos 30 e 40, mas para quem vivia imbuido da cultura européia, esse despontar do americanismo na literatura e nos filmes, logo após a primeira Guerra, era chocante. Saudações, Paolo Napoli rossipaolonapoli@gmail.com
ResponderBorrarPaolo, muchas gracias por el verdadero "tour de force" sobre la naciente influencia norteamiericana en el San Pablo de principios del Siglo XX. He aprendido mucho sobre el tema! Por lo visto Plinio era particularmente alérgico a esa influencia ya de niño.
BorrarAnônimo pliniano. Para contestar o meu comentário você afirma que meu conhecimento é livresco, e o rebate citando um gibi!!!!!
ResponderBorrarNão creio que verdadeiramente você quer fazer ver que um gibi (revista de histórias em quadrinhos) tenha isoladamente o condão de alterar toda a cultura de um país, ainda mais no âmbito da elite daquela época.
Pela desfeita que fez do livro do Professor Roberto de Mattei acredito que você cerra fileiras do grupo dissidente Arautos do Evangelho.
Ademais, você confessa que realmente no início do século não havia mesmo grande influência cultural americana. Agora afirmar que é preciso ter vivido essa época para saber a realidade é ridículo. Precisávamos consultar pessoas com mais de cem anos, o que, convenhamos, é muito difícil. Alternativa não há senão basearmos em fontes históricos, como... os livros.
De resto, estou plenamente de acordo com Alfonso. Se um gibi fosse capaz de alterar a cultura em um país então viveríamos sob a influência cultural dos japoneses devido a expansão de seus "mangás". Estou de acordo também que a explicação de Doutor Plínio, embora imprecisa, teve um fim, e como tal, ele agiu como humano.
Eis a questão. Enquanto alguns procuram ver Doutor Plínio como humano, outros preferem vê-lo como mito. Aliás, estes também vêem Dona Lucília como mito, e jamais aceitariam a idéia que ela era liberal. Mas o Doutor Plínio humanamente revelou que ela era liberal. E daí. Infelizmente neste vale de lágrimas em que vivemos podemos até por "osmose" ficarmos sujeitos a essas deficiências revolucionárias. Isso não deslustra seu aspecto de mulher distinta.
Sim, o Tico-Tico alterou a cultura da juventude. Leia o meu artigo na Folha de São Paulo, que transcrevo abaixo.
ResponderBorrarRevista 'O Tico-Tico' faz 90 anos com centenário de HQ
CÉLIA ALMUDENA
DA REPORTAGEM LOCAL
Revista `O Tico-Tico' faz 90 anos com centenário de HQ
Primeira revista de quadrinhos brasileira de sucesso surgiu em 1905
As quartas-feiras eram uma festa para crianças e teens do começo do século. Nesse dia, era publicada a revista ``O Tico-Tico", que, em outubro, comemora 90 anos.
Apesar de ter sido uma das primeiras revistas brasileiras dedicada às crianças, a ``O Tico-Tico" atraía leitores como o jurista Ruy Barbosa e o ainda menino e futuro poeta Carlos Drummond de Andrade. Barbosa até citava a publicação em seus discursos no Senado.
``Antes teve o `Jornal da Infância' em preto e branco e com muito texto e que durou menos de seis meses. Já `O Tico-Tico' foi um verdadeiro fenômeno. O sucesso foi tanto que a editora `O Malho' teve de reimprimir o primeiro número, dobrando a tiragem inicial", diz Álvaro de Moya, autor do livro ``História da História em Quadrinhos".
``O Tico-Tico" surgiu em 11 de outubro de 1905, em cores e com tiragem de 21 mil exemplares. Em seu número 6 passa para 27 mil e no número 11 atinge 30 mil exemplares.
O primeiro logotipo da revista foi desenhado por Angelo Agostini (leia texto abaixo). No começo as histórias em quadrinhos eram decalcadas (copiadas) de material estrangeiro e traziam a assinatura de brasileiros. As únicas criações brasileiras eram de Jota Carlos.
O personagem mais famoso das histórias em quadrinhos da ``O Tico-Tico" era Chiquinho, mas as seções ``Lições de Vovô" -um texto do tipo que Marcelo Rubens Paiva faz hoje- e ``Correspondência do Dr. Sabe-Tudo"- como a coluna de saúde do Folhateen- também eram sucesso.
``A distribuição nacional era espantosa. Havia até fotos publicadas de crianças de Belém do Pará, algo inimaginável para o Brasil do começo do século", conta Moya.
A jornalista Célia Almudena vem a este forum para defender a posição do Doutor Plínio Correa de Oliveira. Talvez a jornalista virá também defender a imortalidade e a inerrância do insigne pensador. Todavia, o ridículo da tese "tico-tico" permanece.
ResponderBorrarO simples fato de O Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, ter sido sucesso na Tv Tupi nos idos dos finais da década de 50, começo da década de 60, não autoriza a afirmar que o seu sucesso foi capaz de transformar toda a cultura brasileira. Não consta que os brasileiros saíram nas ruas vestidos de Dona Benta, Visconde de Sabugosa ou de Emília. E o sucesso do personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, que era impresso em revistas patrocinados pelo Laboratório Fontoura, e distribuídos nas escolas, não teve a força de levar os brasileiros a serem como o Jeca Tatu.
O que a senhora descreve (e não aponta a data da publicação na Folha de São Paulo), é que o gibi fez sucesso, mas não que influenciou a juventude a ponto da cultura brasileira mudar de rumo e se americanizar. Aliás, a senhora sequer se aprofunda neste aspecto. Relata um sucesso, como poderia citar Rin-Tin-Tin, Batman ou Tin-Tin.
Qualquer pessoa com relativo conhecimento sabe que uma conversão tão brutal como aquela tratada, vale dizer, influência européia que deriva para norte-americana, é ocorrida com diversos elementos complexos, porque toda a cultura, vale dizer, a forma de pensar e agir, transforma-se. Ora, um gibi, um gibizinho qualquer, não tem esse condão. Se estivéssemos tratando do cinema, do jeans, da arquitetura, da literatura (Ernest Hemigway,Truman Capote, Arthur Miller, e outros), até do Walt Disney, vai lá, mas do Tico-Tico?????? É risível. Então, se as crianças brincavam de National Kid na década de 60 quer dizer que esse sucesso no Brasil foi capaz de transformar a sociedade brasileira que passou a ser niponizada?????
Pois se a senhora conhece o Doutor Plínio, deve saber que ele, exatamente da época que debatemos, lia BECASSINE, um livro FRANCÊS.
Mas se a senhora não cede aos meus argumentos, então que defenda uma tese de mestrado em universidade apontando que o gibi Tico-Tico foi capaz de alterar a cultura brasileira, que deixou de ter influência européia para ter influência norte-americana.
Mas para acabar com essa discussão "tico-tico no fubá" digo que esse argumento é de rábula. Doutor Plínio, errou, e daí. Na época de sua infância os meninos ainda não eram americanizados. É difícil imaginar que no austero início do século XX, quando ainda o Modernismo queria dar as caras na Igreja, sob a forte resistência São Pio X, meninos pareciam com James Dean mascando chicletes.
Desculpe, conta outra. Chega de "tico-tico no fubá".
Oí del Dr. Plinplin la siguiente frase, atribuída a uno de los integrantes de la destacada familia paulista de los Andrada, a la cual perteneció José Bonifacio(de Andrada e Silva) conocido como el Patriarca de la Independencia, un prócer del país hermano. Uno de sus descendientes dijo:
ResponderBorrar"No mundo a América, na América Brasil, no Brasil Sao Paulo, em Sao Paulo, os Andradas, e entre os Andradas: eu"
Ésta frase graciosa mediante la cuál un descendiente del "Patriarca" Andrada quería significar que era el hombre más importante del mundo, parece que el Dr. Plinplin se la tomó muy en serio con relación a sí mismo, a sus orígenes y a su familia.
Según él, en las reuniones del sábado a noite (SN), su família era la más importante del Brasil y del mundo, pues así quedaba justificado el pq del nacimiento profético del "Profeta" y "santo" más grande de todos los tiempos en un país del tercer mundo. El pobre Plinplin tenía un complejo de inferioridad notable, por el cual denigraba a todos los países y personas, nobles o plebeyas. Y decía que en los EE.UU no existían familias aristocráticas, pq era un país de cafajestes, de ordinarios... Del príncipe Otto de Habsburg, descendiente de los emperadores del Sacro Imperio, también dijo que no servía para nada y que era un cafayeste. El Dr. Plinplin era el ombligo del mundo!!!
Puedo afirmar, de acuerdo a la Psicología y a la Filosofía Culántrica, que el pobre profeta, que se consideraba EL OMBLIGO DEL MUNDO, tenía muchos problemas y complejos psicológicos. Pero hay una cosa que no tuvo --ni tendrá-- y que tampoco tienen sus sucesores:
La OMFALOFOBIA...! (a googlear se ha dicho...jajaja)
Saludos culántricos y buen finde!!!
Não sei se o Doutor Plínio chegou a dizer que a sua família era a maior do Brasil. Creio que não. Mas ambas, do ramo materno e do ramo paterno, tinham um significado regular. O ramo Ribeiro dos Santos estava encrustado no interior de São Paulo, na simpática, porém pequena cidade de Pirassununga. Deu bons fazendeiros, e seu avô era um destacado orador e professor da faculdade de direito de São Paulo, o que não era pouca coisa. Mas nada mais que isso. O ramo Correa de Oliveira é absolutamente insignificante, a não ser nas paragens do sertão do nordeste. Para os estrangeiros que não sabem, essa região é a mais atrasada do país, inclusive no aspecto social. O seu povo, voluntarioso e trabalhador, foi castigado pela inclemente elite nordestina, o que resultou um atraso monumental da região. Certa vez ouvi o Doutor Plínio dizer que no Maranhão era costume os deputados debaterem as questões legislativas em francês. Debatiam em francês e o povo passava fome em português. Neste sentido é um fato de Assis Chateaubriand, o rei da mídia brasileira, que tinha laços sanguíneos distantes com Doutor Plínio, vez que o pai (ou mãe, não lembro bem, era Correa de Oliveira). O pai conseguiu um emprego público como fiscal. Foi nomeado para o Pernambuco. Mas simplesmente ele não quis, e resolveu de vontade própria ir morar na Paraíba onde construiu a Vila dos Leões, onde ficava sem prestar serviço algum para o Estado. Não sofreu qualquer sanção administrativa. De resto, essa família é insignificante. O pai de Plínio veio para São Paulo para advogar. Coitado teve que enfrentar os "tubarões" paulistas, famosos e poderosos advogados. Trouxe dinheiro da riqueza amealhada pela escravidão. Queimou-a como a dispendiosa viagem à Europa, e acabou ficando pobre. Foi um insignificante na sociedade paulista.
ResponderBorrarEstimado Anonymus:
ResponderBorrarNunca oí al Dr. Plinio decir que su família era "a maior" do Brasil.
Sí dijo e insinuó de muchas formas en las Reuniöes de Sábado a Noite (RSN), y hasta llegó a afirmarlo expresamente, que su familia era la más aristocrática de Sao Paulo (luego, del Brasil) y la más contrarrevolucionaria. Inclusive contó toda una historia del fenómeno extraordinario ocurrido en la muerte de Doña Gabriela, su abuela materna, en que unas luces plateadas salieron del cuerpo de ella y se refugiaron en el de él. La interpretación que él le daba a ese hecho era que la aristocrácia que a "vovö " Gabriela poseía en grado altísimo (ella habría estado "asumida" por El Espíritu Aristocrático, por la Aristocracia en si misma), busco refugio en...él mismo.
En ese sentido toda la serie de reuniones sobre "O Asumir" son altamente elocuentes no sólo de la megalomanía, narcisismo y charlatanería pseudo filosófica del "profeta"Plinplin, sino también de los profundos complejos que tenía el pobre hombre, entre los cuáles se destacaba notoriamente el de inferioridad.
El Dr. Plínio siempre comentaba (y en privado lo aplicaba a su persona) la frase del sacerdote francés Jacques Bénigne Bossuet:
ResponderBorrar"Los justos son el CENTRO de la HISTORIA"
Bossuet, a quien Plinio admiraba mucho, era un gran orador de la época de Luis XIV y uno de sus más notables aduladores. Era defensor del origen divino del poder para beneficiar con eso a Luis XIV. Fue el ideólogo del Galicanismo, que sustentaba que la autoridad del rey de Francia estaba por encima de la autoridad del Papa... El galicanismo fue condenado tiempo después por Roma.
La frase de Bossuet Plinio la aplicaba a sí mismo más o menos como el tal Andrada la frase mencionada: "No mundo a América, na América Brasil, no Br SP, etc)
En su lógia egocentrico-narcisista su raciocínio (y el de todos los de la SempreViva) era que si los justos eran el centro de la Historia, el Dr, Plinio era "O Justo" por excelencia en el siglo XX, luego era O CENTRO centrorum, y todo giraba en torno de él. La Historia giraba en torno suyo. De ahí esa frase que pronunció en 1975 en jasna Gora, diciendo que "éramos o leme da Historia" (el Timón de la Historia"). Dicha frase fue usada después, durante años, en uan salmodia/letanía que se rezaba en el éremo JGora.
Qué diría mi desaparecido colega Psycollogist (o cualquier otro psicólogo o persona con sentido común) de afirmaciones como ésta de considerarse "el Timón de la Historia"?
ResponderBorrarEs como si alguien que tiene una flota de juguete dentro de una bañera, se considerase Almirante...jajajaja!
Cordiales saludos (desde el almirantazgo del agua seca)
Umas luzes saíram do corpo da Vovó Grabriela e atingiram o Doutor Plínio? A sua família era a mais aristocrática e contrarrevolucionária? Plínio tinha família, e os outros pobres tefepistas tinham FMR. Bem feito!
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